Combate à falsificação de produtos: parceria entre Silveira Capital e Acviss une estratégia e tecnologia full stack

Resumo executivo
A falsificação de produtos deixou de ser um problema “apenas de fiscalização” e passou a afetar diretamente receita, reputação, segurança do consumidor e governança corporativa. Um retrato global recente estima que o comércio internacional de produtos falsificados movimentou cerca de USD 467 bilhões em 2021, algo como 2,3% do comércio global, com concentração relevante em categorias como vestuário e calçados, e expansão para setores de maior risco ao consumidor, como autopeças, cosméticos, brinquedos, alimentos e medicamentos.
No contexto brasileiro, estimativas de perdas associadas ao mercado ilegal (perdas setoriais + evasão fiscal) indicam um patamar de aproximadamente R$ 468,3 bilhões em 2024, com forte impacto em categorias como vestuário e bebidas alcoólicas, além de itens críticos para cadeias produtivas e segurança (defensivos agrícolas, pneus, peças automotivas, medicamentos e vacinas). No Brasil as perdas totais com o mercado ilegal chega a mais de 4% de seu PIB.
É nesse cenário que Silveira Capital anuncia a parceria com a empresa indiana Acviss para oferecer ao mercado brasileiro uma abordagem full stack contra falsificação: autenticação no ponto de contato (físico e digital), rastreabilidade/track & trace, programa de fidelidade, monitoramento online de marca e um arcabouço de dados capaz de orientar ações de prevenção, detecção e resposta.
Parceria entre Silveira Capital e Acviss
A Silveira Capital tem desenvolvido relacionamentos sólidos no continente asiático desde a concretização da venda da Hortec para a East West Seeds. A partir dessa consolidação internacional, novos clientes passaram a buscar oportunidades estruturadas no Brasil, entre eles, a Acviss, empresa global de tecnologia especializada em soluções de proteção de marca, rastreabilidade e combate à falsificação.
Diante da dimensão do problema da falsificação no mercado brasileiro, com impactos diretos sobre margens industriais, reputação de marcas, arrecadação fiscal e segurança do consumidor, além de evidências de vínculos com estruturas de crime organizado, Silveira Capital e Acviss formalizaram uma parceria estratégica para oferecer ao mercado nacional soluções tecnológicas integradas e customizadas. O objetivo é estruturar operações completas (full stack), combinando autenticação por unidade, rastreamento em tempo real, monitoramento digital de marca com inteligência artificial e programas de fidelidade baseados em dados.
A atuação da Silveira Capital envolve o desenvolvimento do mercado brasileiro para a Acviss, identificando clientes estratégicos - indústrias, distribuidores e grandes marcas - e estruturando projetos que integrem tecnologia, modelagem financeira e viabilidade econômica. A proposta de valor para o cliente vai além da implementação tecnológica: inclui consultoria estratégica industrial, desenho de arquitetura de proteção de marca, análise de ROI e estruturação de modelos que transformem proteção em geração de receita e fidelização.
A Acviss representa uma solução robusta tanto para empresas brasileiras que enfrentam problemas de falsificação quanto para empresas estrangeiras que desejam ingressar no Brasil com um sistema de proteção e rastreabilidade. A parceria une os desafios estratégicos do mercado brasileiro a um dos maiores diferenciais competitivos da Índia, reconhecida como polo global de TI e líder em exportação de softwares e serviços de tecnologia da informação, criando uma proposta de valor única.
Para as empresas, a integração entre tecnologia proprietária, estruturação financeira e desenvolvimento estratégico de mercado cria um vetor claro de geração de valor: proteção de ativos intangíveis, incremento de margens, redução de perdas, fortalecimento da marca e criação de inteligência de mercado baseada em dados rastreáveis. Trata-se de uma aliança orientada à execução, com foco em impacto operacional mensurável e posicionamento competitivo sustentável.
Impacto econômico e social da falsificação de produtos
O panorama global ajuda a dimensionar o problema: a OCDE e o EUIPO apontam que o comércio global de falsificados segue em patamar elevado (estimativa de USD 467 bilhões em 2021), e destacam que vestuário, calçados e artigos de couro concentram grande parcela das apreensões, ao mesmo tempo em que há presença crescente de “falsificados perigosos” em setores como bebidas, peças automotivas, medicamentos, cosméticos, brinquedos e alimentos, com riscos diretos à saúde e segurança humana.
Um vetor relevante para a escala atual é o canal de distribuição: relatórios da OCDE indicam que falsificadores se beneficiam de remessas menores e correio (“small parcels” e mail), o que aumenta capilaridade e dificulta triagem. Em achados do mesmo conjunto de estudos, cerca de 65% das apreensões ocorreram em pequenos pacotes/correio (medida por ocorrências de apreensão), sugerindo migração para canais de menor fricção.
No Brasil, além de ser um tema de consumo, trata-se de um problema macroeconômico. Um balanço atribuído ao Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade estima perdas totais de R$ 468.349.825.000 em 2024 (perdas setoriais + sonegação).
Esse mesmo material mostra concentração relevante em categorias de alto giro e alta exposição a falsificação/contrabando: vestuário (R$ 87,36 bi) e bebidas alcoólicas (R$ 85,2 bi) aparecem no topo, mas também há impacto expressivo em defensivos agrícolas (R$ 20,4966 bi) e outros segmentos citados como afetados (ex.: medicamentos, vacinas, peças automotivas, pneus).
O dano não é apenas financeiro: organizações policiais e de saúde tratam o comércio ilícito como ameaça à segurança pública e à saúde. A INTERPOL afirma que grupos de crime organizado fabricam e distribuem produtos ilícitos com desconsideração pelos riscos à saúde e segurança e no Brasil, muitas apreensões já estão sendo ligadas às facções nacionais. A Interpol cita categorias como cosméticos, medicamentos e dispositivos médicos, alimentos e bebidas, eletrônicos, peças de motor, materiais de construção e pesticidas, e ressalta que o tráfico de ilícitos gera lucros para o crime organizado transnacional e pode financiar outros crimes graves.
Na mesma direção, a Organização Mundial da Saúde documenta o impacto específico de “produtos médicos substandard e falsificados”: estima que ao menos 1 em cada 10 medicamentos em países de baixa e média renda seja substandard ou falsificado, e que países gastem cerca de USD 30,5 bilhões/ano com esses produtos. A OMS também destaca vendas via canais online e mercados informais como fatores de risco.
Para ilustrar a gravidade do problema no Brasil, no final do ano de 2025 6 pessoas morreram no Brasil após a ingestão de bebidas falsificadas, contendo metanol, quase 150 notificações foram registradas das quais 41 casos foram confirmados, abrangendo 9 estados brasileiros. No plano regulatório e de enforcement nacional, em apenas uma operação anunciada pela Receita Federal do Brasil (“Verdadeiro ou Falso”, em 2025) aponta expectativa de apreensões de até R$ 7 milhões, caracterizando prejuízo direto a comerciantes e produtores legais e mencionando impacto financeiro para o crime organizado.
Para contextualizar o ambiente de ilegalidade de forma mais ampla, o ETCO e o FGV IBRE reportam o Índice de Economia Subterrânea (IES), indicando participação aproximada de 17,8% do PIB em 2022 e descrevendo a economia subterrânea como produção deliberadamente não reportada para evasão de tributos e outras obrigações legais, um pano de fundo que ajuda a explicar por que iniciativas anti-ilegalidade têm relevância econômica e concorrencial.
Anticontrafação como estratégia de governança e M&A
Do ponto de vista corporativo, anticontrafação é uma agenda que conecta quatro eixos: continuidade do negócio, proteção de marca, conformidade (compliance) e gestão de risco. A razão é simples: falsificação opera como “imposto invisível” sobre margem e confiança do consumidor, e tende a escalar quando o canal digital reduz custo de distribuição e aumenta alcance. A OCDE documenta que redes de ilícitos têm usado e-commerce para vender falsificados e que a associação entre e-commerce e apreensões se fortalece quando se consideram indicadores de uso indevido de pequenos pacotes; em um estudo de caso da Uniao Europeia, 91% das detenções ligadas ao e-commerce envolveram serviço postal.
Isso tem implicações diretas para governança: se a empresa não mede o problema (onde aparece, em que canal, com qual padrão, em que geografia), ela não consegue nem priorizar defesa nem comprovar eficácia das ações ao longo do tempo. É por isso que estratégias modernas tendem a combinar autenticação de unidade + dados + resposta operacional (takedowns, ações legais, recall quando aplicável, e cooperação com autoridades).
No Brasil, há sinais claros de institucionalização do tema. O Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), vinculado à Senacon/MJSP, descreve em relatório anual que 2024 foi marcado por iniciativas de combate à pirataria e proteção de direitos de propriedade intelectual, incluindo operações, campanhas e cooperação.
Uma dimensão prática dessa agenda é reduzir “gargalos” de contato e prova nas pontas de fiscalização. O INPI anunciou uma nova funcionalidade do Diretório Nacional de Combate à Falsificação de Marcas, com página pública para autoridades acessarem contatos de representantes das marcas e dar agilidade às operações quando há suspeita de produto falsificado, reconhecendo explicitamente a necessidade de manifestação do titular da marca para avançar em processos administrativos de apreensão.
Em M&A e captação, o tema aparece porque marca, propriedade intelectual e confiança do mercado são ativos econômicos. A International Trademark Association explicita (em programação técnica de conferência) que due diligence de IP em operações de M&A busca identificar, avaliar e reportar riscos que podem impactar valor e estruturação do negócio, integrando revisão de ativos intangíveis e riscos associados.
Na prática, isso significa que exposição relevante à falsificação tende a afetar premissas de projeção (perda de vendas, erosão de preço, aumento de custos de enforcement e garantia, risco reputacional, risco regulatório), o que pode se refletir em discussões sobre risco e proteção de valor em transações.
Tecnologia full stack contra falsificação: como funciona na prática
Uma abordagem “full stack” contra falsificação combina camadas físicas e digitais, com objetivo duplo: dificultar a replicação e aumentar a capacidade de detecção/ação. Três princípios resumem o estado da arte:
Primeiro, autenticação por unidade (serialização/identidade única): em vez de tentar “proteger só a embalagem”, cria-se uma identidade verificável na unidade, conectada a um backend que verifica se aquela tentativa de validação faz sentido (ex.: primeira leitura, local, canal, padrão de comportamento). Isso é particularmente importante porque copiadores podem replicar elementos estáticos. O diferencial passa a ser o comportamento do sistema (detecção por padrão + unicidade + trilha de auditoria). Na Acviss, as soluções Certify e Uniqolabel atuam de forma integrada para viabilizar autenticação por unidade com identidade digital única e verificável. O Uniqolabel é o rótulo seguro aplicado a cada item, incorporando um identificador exclusivo que conecta o produto ao ambiente digital. Já o Certify é a plataforma de backend que gera, valida e monitora esses identificadores, aplicando inteligência comportamental e regras antifraude em tempo real. Em conjunto, permitem rastreabilidade, trilha de auditoria e detecção de anomalias baseada em padrão de uso e contexto de validação.
Adicionalmente, a solução Bonus transforma a verificação de autenticidade em um ativo estratégico. Ao oferecer incentivos por meio de programas de fidelidade, estimula o consumidor a validar o produto no momento da compra. A partir dessa interação, a marca não apenas confirma a originalidade do item, mas também captura dados, inicia um canal direto de comunicação e constrói relacionamento recorrente com o cliente final. Em vez de uma simples checagem antifalsificação, o processo passa a gerar inteligência comercial e fortalecer o vínculo com a base de consumidores.
Segundo, rastreabilidade/track & trace (cadeia e canal): rastrear não é apenas “saber onde está”; é registrar eventos críticos de movimentação e troca de custódia, para detectar desvios e construir evidências. Diretrizes de padrões de rastreabilidade, como as descritas por iniciativas do ecossistema GS1 Canada, enfatizam identificação global única, captura de dados e alinhamento de informações entre parceiros comerciais para manter um registro do trajeto do produto e apoiar respostas como recalls direcionados e identificação de falsificações antes de entrarem no mercado. Esse princípio é atendido pela solução track&trace Origin da Acviss, que também é certificada pela GS21.
A solução Acviss Origin é um sistema de track & trace baseado em blockchain e visão computacional que monitora e registra todo o percurso do produto na cadeia de suprimentos em tempo real, garantindo transparência, rastreabilidade e um registro imutável das movimentações. Ela fornece visibilidade completa desde a matéria-prima até o consumidor final, ajudando a detectar fraudes, otimizar operações e reduzir riscos ligados a produtos falsificados e não conformes.
Terceiro, inteligência e resposta (online e offline): com a migração de falsificadores para e-commerce e remessas menores, cresce a importância de monitorar canais digitais, detectar listings suspeitos e acelerar ações coordenadas (takedowns, notificações, enforcement). O terceiro princípio é atendido pela solução Truviss da Acviss, que é uma ferramenta de proteção de marca online baseada em inteligência artificial e machine learning que monitora toda a presença digital da sua marca, incluindo marketplaces, domínios, redes sociais e apps, para identificar e sinalizar listagens, sites ou conteúdos falsos. Ela agrega dados de múltiplos pontos e ajuda a tomar ações automáticas ou manuais contra fraudes, removendo listagens não autorizadas e protegendo reputação, propriedade intelectual e confiança dos consumidores na era digital.
A própria OMS, ao discutir resposta a produtos médicos substandard e falsificados, menciona que soluções tecnológicas como apps móveis, blockchain e sistemas de track-and-trace, quando combinados com arcabouço regulatório e cooperação, aumentam significativamente a detecção e prevenção.
Quanto a Falsificação Está Custando à Sua Empresa?
Se o seu negócio depende de marca, reputação e confiança, você não pode tratar falsificação como um “custo invisível”.
A parceria entre a Silveira Capital e a Acviss foi estruturada para ir além da identificação pontual de produtos falsificados. Nosso foco é mapear vulnerabilidades, rastrear a origem das fraudes, estruturar ações de mitigação e transformar proteção em vantagem competitiva.
Se você percebe:
- Queda inexplicável de vendas em determinadas regiões
- Reclamações sobre qualidade incompatível com seu padrão
- Distorções de preço no mercado
- Dificuldade em controlar sua cadeia de distribuição
… pode haver um problema estrutural de falsificação impactando seu resultado e sua marca.
Se a proteção da sua marca é prioridade, vamos conversar.
Entre em contato para uma avaliação inicial confidencial e entenda o real impacto da falsificação no seu negócio e como neutralizá-lo de forma definitiva.
